28 de maio de 2009

- perfeito coração


Perto ou longe, eu quero(-te).

Sei que te quero. Amar-te é algo assim tão inexplicável que se torna difícil de exprimir em simples palavras.
Palavras tão vagas, sinfonia tão pobre, esta que escrevo para ti. O sangue corre-me forte nas veias, a voz some-se, os olhos brilham e o ego sobe, meu amor, quando o teu olhar se cruza com o meu e os teus lábios passam bem perto dos meus. As mãos suam, o corpo retrai-se, a pele mostra sinais de arrepio e um choque eléctrico sobe-me pelas costas acima de cada vez que a tua pele roça com a minha e tu esboças um leve – mas cheio de significadosorriso.
Amar-te é sentir, é sentir algo que não se sente, algo que os outros não sentem. É sentir que se sente, como nunca se sentiu, este amor é sentir, é sentir-te, é sentir-me.
É sentir-nos.

- “Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.”

27 de maio de 2009

- a saudade.


"... quando o homem aprender a respeitar o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém terá mais que ensiná-lo a amar seus semelhantes...".


- Albert Schwweitzer

tenho a certeza que sim.


Dei o que dei, dei tudo o que tinha, dei a minha vida, a palma da minha mão.

É muito mais fácil seguir em frente, trilhar um novo caminho, encontrar um novo sorriso quando temos a certeza que demos tudo o que pudemos.
Saber que arriscámos, que demos o tudo por tudo. Eu dei, sei que dei – ofereci tudo o que tinha para dar, não olhei a meios para ser feliz – e consegui.

Durante instantes, sei que o que dei foi tudo e vi o meu esforço a recompensar-me, vi que valeu a pena.
Quando recordo, a tranquilidade invade o meu espaço, não posso dizer “se tivesse dado mais…”. Agora porque acabou, já não sei. Tinha de ser assim. Tudo tem um fim, a vida tem um fim, a validade de um iogurte tem um limite, a vida de um aparelho tem um prazo, não me surpreende.

- Chorar não. Não choro por ter acabado, sorrio por ter acontecido.
(mesmo que tenha doído)

26 de maio de 2009

- os primeiros passos

os primeiros passos na escrita, que levaram a uma paixão pela expressividade que um jogo de palavras nos oferece (:

entraste na minha vida
e fizeste-me sonhar, voar...
nos confins do mundo, do Mar!
preciso de ti,
Agora e Aqui.

ao pé de ti
não há dor, sofrimento.
não é preciso risos, música, sinos
para mudar o que sinto!

tudo o que preciso de saber
vê-se na Lua, Sol, Estrelas, Vento,
uma rosa sem espinhos
é este o sentimento !

quero Viver, sentir Luz em mim,
e ao pé de ti nunca irei desistir,
és flor de jasmim, cetim.
quero ser suavidade e esquecer a saudade:
quero Sorrir,

- sempre ao pé de ti.
(27 de Setembro 2007)

25 de maio de 2009

- gelado


Não sei.
Não sei se o que tinhas era uma máscara, ou se fui eu que a imaginei lá. Vi-te da forma que não eras de verdade, mas vai na volta e tu é que te mostraste como não eras.
Talvez tenha sido as duas coisas, sim.

Faz-me lembrar aqueles gelados que tem um aspecto delicioso no cartaz de apresentação mas que, quando os pedimos a desilusão surge nos nossos olhos, de tão diferentes que são. Acho que os meus olhos devem ter ficado com esse ar de desilusão quando fizeste o que fizeste.
Mais. Não foram só os meus, foram os de tanta gente que acreditava em ti, que viram na tua pessoa alguém capaz de nos agarrar no momento em que fosse preciso. Mas, tal como eu, o que vimos não passou do teu cartaz de apresentação.

O que se esconde atrás dele, todos sabemos, todos vemos agora o verdadeiro sabor do gelado, do gelado que eu tanto pedi.
O gelado que tanto quis provar, o gelado em que tive tantas esperanças. Não vale a pena pedir livro de reclamações, ninguém me obrigou a provar(-te), o que lá vai, lá vai.

Sei que por aí anda o meu gelado, aquele gelado que pode não ter uma apresentação assim tão boa mas, quando o vir (nem prová-lo será preciso), saberei que é o gelado que tanto quero.

Hoje espero por um cartaz de apresentação verdadeiro. Sem máscaras, sem falsidades.


- Gelado fresco e puro da minha vida.

24 de maio de 2009

" o teu blog merece ser filmado "

primeiro dos primeiros (:

um obrigado gigante à Jessica (desculpa $:),
do blog as (minhas) palavras*

as regras são as seguintes:
1. Publicar a imagem do selo e linkar o blogue que passou;
2. Escolher 5 situações na tua vida que mereciam ser repetidas em câmara-lenta;
3. Passar o desafio e o selo a 12 blogues e avisá-los.

2. É dificil escolher 5 situações que me tenham marcado e que gostava de repetir, mas: *a primeira vez no estádio do Dragão; **aquele momento de mãos dadas com os Amigos e ouvir a música "Hallelujah" da Alexandra Burke (inesquecivel); ***aqueles abraços realmente sentidos às pessoas que mais amo; ****todos os momentos com a minha gata; *****os beijos que foram dados com amor.

3. para terminar, passo o desafio aos seguintes blogues: algo que nos faz pensar; As palavras que sempre te direi... ; expressividade; Insomnia; palavras @ ; se eu voasse ; Pós de perlimpimpim... ; untitled; mundos mundos ; Traição...Experiências...Fluoxetina e Suposições ; Olhar profundo ; palavras de osho.

21 de maio de 2009

(...)


uns choram e outros riem.


- bem , mas também nunca ninguém disse que a Vida era justa.

17 de maio de 2009

rir

Há momentos em que estamos mal, queremos distância e um momento a sós, sentir o vento na cara e as lágrimas a queimar o rosto.
Nada como curar as tristezas da Vida, com o maior sorriso que temos, soltar bem cá de dentro o som que até põe os outros a rir.
Não interessa o que nos deixa mal, não importa quem nos transforma em alguém que não somos, mas sim a nossa essência e o que com ela podemos fazer.

Porque se tu hoje choras, eu faço-te rir. Porque se eu amanhã choro, tu fazes-me sorrir.
Não importa o quê, quando, como e onde. Mas sim, com quem.

Não nos interessa se os outros olham para as figurinhas que fazemos quando o que nos apetece é rir, rir por coisas sem sentido.
Rir numa estação de comboios, num banco à espera, rir de tudo e rir de nós próprios.
Rir se dizem que os comboios não fazem marcha à trás, rir quando passa alguém com um vestuário pindérico, rir com fotos estúpidas, rir de óculos de sol sem lentes, rir de velhas com bigode a dormir e a acordarem com palmas, rir de ver os outros a rir de nós, rir de caras estúpidas, rir de olhar com cara de parva para uma janela, rir de molduras a bater nos dentes, rir de rir, rir, rir, apenas rir.

Porque a seguir a uma lágrima, vem um riso verdadeiro.
E não foi com aquele, este ou aqueloutro. Foi com eles.



-E isso dá sentido a todo o riso.

14 de maio de 2009

não é troca por troca


Pedes-me que te dê a mão e, no momento a seguir tem-la bem segura na tua.
Pedes-me que te faça sorrir, e eu faço tudo para ver os cantos dos teus lábios dirigirem-se para cima.
Pedes-me que te abrace e logo sentes o meu corpo encostado ao teu.
Pedes-me para nunca te mentir, e sou sempre honesta nas minhas palavras.
Pedes-me que te ame, e eu dedico-me a ti com todo o meu coração, esquecendo-me até de mim.


E eu peço-te para que nunca me deixes, e é a primeira coisa que fazes.



(não é justo, não foi troca por troca)

7 de maio de 2009


- “Preciso de falar. Podes ouvir-me?”
- “Claro miúda, que se passa?”

- “Estou farta!”. Completamente farta. Farta da falsidade desta gente, da mesquinhez das pessoas, estou farta de quem gasta o tempo a arranjar estratagemas medíocres para arruinar os outros, de quem critica e não se olha ao espelho.
Farta de viver numa sociedade em que os valores importantes são os materiais, não consigo mais ouvir quem diz que o interior é tudo mas que, no final, a aparência conta muito. Estou empanturrada de pessoas insignificantes que valorizam o que possuímos ou o que não possuímos, de pessoas que passam a vida a gastar o seu tempo com ninharias. Farta de quem tem muita conversa mas no final não se vê nada, de quem tem mais garganta que atitudes, farta do mesmo discurso.
Não suporto quem que diz que está apaixonado por alguém que nunca viu, desprezo quem não é fiel, sincero e honesto. Só merecem desdém, não merecem nada, não são mais do que os outros para magoar tudo e todos.
Não tenho paciência para quem pensa que é dono do mundo, como se fosse o maior, detesto pessoas convencidas, todas dondocas e bem vestidas com uma forma esquisita de falar e montes de maquilhagem em cima. Estou farta de quem julga sem conhecer e de quem dá opinião sem ser pedido.

Vivemos numa sociedade de merda, com promessas falsas e mentiras por todo o lado e com quem pensa que a vida é para curtir das maneiras mais porcas existentes. Estou farta de ouvir falar em relações falhadas, por falta de comunicação, ou mais por falta de amor. Estou farta que o nosso futuro dependa de uma média, de um papel e não das capacidades de cada um, de que as amizades não sejam verdadeiras e das bocas foleiras que mandam, estou farta de quem não arranja uma vida própria e controla a dos outros, estou farta, farta da inveja, do egoísmo, da incompreensão e da falta de inteligência nas escolhas tomadas. Estou farta de quem não pensa antes de falar, farta de quem desiste e não procura alternativas.

- “Estou farta deste mundo e quero sair dele. Quero ver amor verdadeiro, quero ver honestidade nestes corações!”
- “Calma, todos sabemos como é a sociedade de hoje em dia e só temos de aprender a viver nela e destacarmo-nos pelas boas pessoas que somos. És a pessoa mais forte que conheço, quero ver isso. Mostra o que vales, arrisca!”


Sim, arriscar, pensar e viver.
Ter força para superar.

6 de maio de 2009

e um pouco mais de...


Começam com uma troca de olhares, que deixam bem mais a desejar. Dizem as primeiras palavras, o receio desaparece e as mãos tocam-se. Mais uns dias de conversa, as palavras evoluem, deixam-se entrar no ritmo e avançam mais um pouco.
Uma noite de festa, a música toca e os corpos mexem-se ao som da mesma, os sentidos ficam inebriados e as mãos poisam na cintura. Olham-se, aproximam-se e os lábios tocam-se, enquanto a mão dela o agarra no pescoço e a dele permanece nas ancas. Um pouco mais de aventura, vão além dos limites impostos e proferem palavras que apenas são ditas no calor do momento. A pouco e pouco exploram o corpo um do outro, mas ficam-se por aqui, o à-vontade ainda é pouco.
Mais uns dias de aproximação, “amo-te”, “és a minha vida”, e os momentos juntos são aproveitados de todas as maneiras – “hoje estou sozinho em casa, vem” – as emoções sobem, o calor é imenso, “deixa-me tirar a camisola” e, de repente vêem-se no meio dos lençóis, os cabelos revolteados, “tens a certeza?”, “sim, eu amo-te”. E acontece.

Pura e simplesmente acontece. E no espaço de três semanas, a nossa geração descobre os prazeres que a vida tem.
Basta uma semana para se beijarem, duas para dizerem que se amam e três para irem ao limite e fazerem sexo. É apenas isso, algo que acontece no calor do momento, as emoções são mais fortes, mas o amor, esse não existe.
Mete-me nojo, não que tenha alguma coisa contra tal, mas há certas coisas que gosto à maneira antiga. Trata-se da nossa integridade física, da nossa “pureza” por assim dizer, e arriscamo-nos a perder um dos momentos mais especiais da vida só por causa de uma paixoneta de adolescentes. E é assim que vivemos de hoje em dia, rodeados de adolescentes a saltar de entusiasmo para que esse momento aconteça, não pela sua importância, mas unicamente pelo prazer que isso lhes traz.

No dia seguinte, está o rapaz (ou a rapariga) a dizer, “desculpa, mas acho que não te amo da mesma forma que me amas”. E nesse momento, a(o) parceira(o) percebe que se precipitou e nem pensou nas consequências. Afinal não era amor.
E o momento especial, de repente parece um disparate autêntico. “Bolas, que raio fui fazer eu?”

Pois é, acontece. Tal como aconteceu nessa tarde em casa dele(a).
Agora já está.

descuidos fatais


Quantas vezes não perdemos o nosso sorriso?
Quantas vezes não nos roubam a felicidade?

São tantas, tantas as vezes em que nos queixamos que tudo corre mal, e nem fazemos um esforço para mudar o que está errado.
Atiramos as culpas aos outros mas, no fundo, se calhar quem tem de mudar, somos nós. Somos nós que fazemos o nosso destino, o nosso caminho é feito pelas nossas escolhas. Se erramos, não há problema nenhum em admitir, enxugar as lágrimas e voltar atrás para construir uma nova estrada.

Um descuido. Basta um descuido para que a felicidade se torne num pesadelo.
Basta uma porta aberta, uma luz apagada, um semáforo vermelho e um copo de vodka. Tanta coisa que acontece aleatoriamente e, no final, tudo junto dá um desastre.
Um desastre inevitável, uma dor agoniante, morte, escuro, acidente, solidão.
Lágrimas.

Pequenos pormenores que podemos evitar, o destino não está escrito e depende das nossas acções. Fecha a porta, não apagues a luz, deixa o semáforo ficar verde e não bebas. Pensa por ti próprio(a) e não te deixes influenciar.
Aproveita todo o tempo com quem gostas, não sejas orgulhoso(a), pede desculpa, diz amo-te, dá abraços e vive.
Passeia, ouve música, dança, canta, brinca.

E não te descuides, vais-te arrepender.

3 de maio de 2009

vive.


Sabes, quando estamos mal pensamos sempre que não há volta a dar, que ficaremos tristes para sempre e que a felicidade não chegará.
Só nos apetece chorar, enterrar a cabeça bem fundo nos joelhos e fugir de tudo o que nos rodeia. Sim, vêm logo os amigos “não é essa a solução, levanta a cabeça” – mas eles sabem, tão bem quanto nós que é muito fácil falar. Tão fácil falar quando eles mantêm o seu sorriso intacto, quando o nosso está despedaçado pelas inúmeras lágrimas que caiem.

É tão fácil alguém olhar para nós e pensar “que exagero, há pessoas que estão bem piores” – mas são os nossos problemas, se não lhes dermos valor, quem dará? É tão fácil julgar, tão fácil gozar, tão fácil ser falso.
O que é realmente difícil é dar a força necessária. Porque quando estamos mal, não há força que nos valha. Não há força que seja realmente forte para nos levantar. Deixamo-nos estar lá no fundo, a pensar no quão bom seria passar esse tempo a sorrir em vez de chorar. Porque a maior ilusão de todas é pensar que não vamos voltar a sorrir e a ser feliz. A maioria de nós limita-se a esperar pela felicidade, como se ela fosse como o dia e a noite, que sabemos que a seguir a um vem o outro. Temos que levantar bem alto a cabeça e procurar em nós a força que precisamos. Mostrar a essas pessoas tão falsas que somos bem melhores que elas, que a vida é bela e merece ser vivida.
Porque hoje, estou aqui e amanhã posso não existir. E tu, também. Por isso, não tenhas medo de te afirmares, de fazer o que mais te apetece. Sorri. Dá quanto tu possas dar, e vais ver que a recompensa será ainda maior.

Não tenhas medo que os outros te julguem, dança, salta, faz o que bem queres e não tenhas medo de amar. Não tenhas medo de virares as costas a quem te faz infeliz, não tenhas medo de chegar à escola com um novo estilo, não tenhas medo de abraçar, não tenhas medo de comer pastilhas a toda a hora só porque dizem que faz mal e, sobretudo, ouve bem o que pensas.

Porque eu estou bem farta de ser julgada por tentar ser feliz. Estou farta de enfiar a cabeça nos joelhos e ver-me ao espelho com os olhos inchados. Quando tentarem destruir-me, a minha resposta terá toda a força: levantar a cabeça e mostrar o eu que tenho de melhor, o sorriso.