- Olá, sou a Susana, tenho 17 anos e estou apaixonada pela Vida.
- Olá Susana.
Bem , a única regra é passá-lo a 10 blogues , mas no Mundo da Blogosfera , vale a pena ficar de olho em todos os Blogues , cada um tem a sua magia própria , um bocadinho do que todos nós sentimos , por isso ofereço-o a quem passar por aqui . (:
Lembro-me quando me deram a primeira bicicleta. Era azul e vermelha, com rodinhas de lado. E eu brincava aos táxis, parava a minha bicicleta para os passageiros subirem. O meu passageiro mais fiel era o Simba, o filho do Rei Leão. Lembro-me também quando me tiraram as rodinhas. Do meu pai com a chave inglesa na mão, a desapertar os parafusos, e eu com os olhos marejados de lágrimas, pensando que não ia conseguir parar para levar o Simba comigo. Tive tanto medo que deixei de andar por uns tempos. Não conseguia superar o receio de me pôr em cima de duas rodas apenas. Mas consegui. E voltei a transportar o Simba.


As regras são :
- Exibir os selos
- Indicar quem os ofereceu
- Presentear 10 blogues e avisá-los.
Um bocadinho de batota, e eu ofereço a todos os blogues que aqui venham, porque escolher 10 é muito vago. :)
É bom olhar para mim. Para dentro de mim. Olhar para além das unhas perfeitamente pintadas de vermelho e para o vestido novo, acabado de comprar. Olhar para além do que vejo todos os dias aos espelhos e fingir que gosto. Olhar para a minha essência. O meu coração pára por momentos, quando te vejo. Estás dentro de mim, instalado num canto que, infelizmente, não sei como voltar a entrar para te tirar. Para sempre. De vez. Dói-me o coração. Sempre me disseram que devia seguir o coração e nunca discutir as decisões que ele toma. Pois bem, o meu decidiu que quer ter uma nódoa negra. É esta a minha essência, para a qual estou a olhar agora. Para um “dói-dói” bem feio, como diria há uns bons anos atrás. Tenho os joelhos cheios de marcas. Detesto os meus joelhos. Detesto-os porque, a eles, podes observá-los. Podes olhar as marcas e imaginar os momentos que as produziram, desejando estar lá para me impedir de cair. Mas o meu coração, esse, não o podes ver. E, por isso, não sabes o “dói-dói” que ele tem. Não o imaginas tão-pouco. E não desejas estar ao meu lado no momento em que mo fizeram. É isso que detesto ler nos meus olhos quando me olho ao espelho, ou quando olho para as minhas unhas, até mesmo para o vestido. É que tu vês todas as marcas que tenho fisicamente, mas a minha essência, essa, tu não a vislumbras sequer.
É surpreendente a calma que se instalou em mim. A facilidade com que a minha respiração se tranquiliza e se transforma num acto de alegria. O meu coração bate compassadamente, no ritmo certo. Está uma noite linda. A Lua está tão brilhante que o seu luar faz parecer a noite menos fria, ilumina-me como, antigamente, os pirilampos faziam. Normalmente, morria de medo só de pensar em subir ao primeiro andar da minha casa e sentar-me na varanda fria, ao escuro, virada para o pinhal. O sino que toca agora mesmo a meia-noite dá um certo ar místico à noite, o que inspira em mim um nervoso miudinho que estou a adorar sentir. Vai chover. O sino só se ouve quando o mau tempo se aproxima. Escolho umas músicas especiais, 8 são suficientes, e aprecio este momento. Não resisti, fui buscar o meu portátil e a minha manta preferida e vim para este lugar que tantos anos me assombrou. Tenho medo desta escuridão, faz-me sentir que estou sozinha. Hoje, estou a amar. O meu cão calou-se, parece que partilha comigo este momento. Está a olhar serenamente para o pinhal, como que a proteger-me. Agradeço-lhe em silêncio. Não consigo deixar de olhar a Lua e pensar que estamos juntas ao Luar. Não apenas eu e tu. Arrepio-me ao pensar na quantidade de pessoas que estão neste momento a partilhar esta beleza, esta beleza natural. É inspirador. As melgas atacam-me e o frio começa a fazer-se sentir, mas não quero sair daqui. Tenho o portátil precariamente equilibrado nos joelhos e não consigo distinguir bem as letras no teclado, e só peço para que a bateria não acabe. Só me apetece escrever, tentar transmitir-vos a calma, a plenitude que se atinge aqui. O silêncio. O semáforo que daqui avisto a mudar as suas cores. Verde, amarelo, vermelho. E volta a repetir. É tudo tão perfeito. Tudo se encaixa, o ambiente é simplesmente lindo. A voz de Whitney Houston que por momentos me faz parar e deixar cair uma lágrima de alegria ao olhar para a Lua, novamente. Olhar para ti. Sentir que estás a olhar também para mim agora. Era capaz de passar aqui a noite. Também não sou capaz de parar de escrever. A minha vida está um autêntico caos neste momento. É universidade, é cursos, é candidatura, é indecisão, é saudades e hesitação. Nunca tive um momento sozinha em que estivesse tão feliz como agora. Eu, a Lua e a estrela que brilha foscamente do seu lado direito. Tu. O som da Natureza. Todos os que estão a apreciar o mesmo.- Esqueçam o texto. Não há palavras.
Sou capaz do melhor e do pior no mesmo minuto. Sou capaz de sentir desprezo ao mesmo tempo que controlo um amor reprimido no mais funda parte do meu ser. Sou capaz de seguir o bom senso e no momento a seguir hesitar e ouvir o coração. Ou o inverso. Posso estar a cruzar a meta e, de repente, parar e dar a oportunidade a alguém. Ou parar a minha vida para ajudar quem precisa. Mas, no momento a seguir, posso ser egoísta e seguir em frente. Posso dizer a todos que está tudo bem, sem ninguém desconfiar que o meu coração está num grito silencioso. Não, não sou bipolar nem sofro de dupla personalidade. Sou uma moeda, tenho duas faces bem polarizadas de que usufruo nos momentos certos. Tenho a mania de ser justa. De me indignar e revoltar facilmente. No fundo, sei ser o que devo mostrar ser num determinado momento. Sei gritar com alguém e sei dar o meu abraço.