25 de Novembro de 2009


«E nesse instante em que o silêncio
É o bater do coração
Fecha-se a porta
Pára o relógio
As vizinhas recolhem
Tu olhas-me...»

23 de Novembro de 2009

20 não é (definitivamente) o meu número.

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Ao fim de alguns anos começo a conformar-me que tenho tendência para ter azar nos dias dos meus aniversários.
É assim a Vida.

20 de Novembro de 2009

17+1

18. A 20 minutos de, oficialmente ter 18. 11h35m.
Se é suposto estar a dar saltinhos de alegria, não estou. Vou mal-disposta, dormi pouco e dói-me a cabeça. À meia-noite quase vi alguém em coma alcoólico e um bando de bêbados da minha gigante família de praxe cantaram-me os parabéns. Família Espargata. 3h da manhã, Praça da Republica.
Recebi uma tartaruga, verde e amarela. Tikky. Dei pulinhos na cama e queimei o bolo de chocolate. Abri uma champanhe e espero ter acordado os vizinhos de cima.
Tenho 18 anos. Tenho? Tenho. Estou feliz? Não sei, estou igual a ontem. Frequência amanhã. Baldas. Jantar de aniversário num Restaurante com nome de pássaro. Falcão. Inter-cidades com destino a Lisboa Santa-Apolónia. Pombal.
11h23. Revisor. Estou a escrever coisas sem nexo. Que se lixe, faço anos e normalmente isso é desculpa para fazer os maiores disparates, não é? Senso comum.
É este dia que nos faz adultos? Sinto-me tudo menos isso. Estou um bocado desamparada, preciso de casa. Sou caloira e ontem chorei porque vou deixar de o ser. Não percebo.
11h35 e o relógio do Blogue está adiantado.
- F*da-se, o dia é meu.

15 de Novembro de 2009

Felicidade Instantânea ♥

É tão fácil como pipocas de micro-ondas. Basta pôr-me num comboio a 700 watts e, passado uma hora ouço o «plim» que me diz que as pipocas estão prontas a saborear. É quase instantâneo, basta sentir de novo aqueles abraços e miminhos, aquele açúcar derretido, aquele cheiro familiar e o milho crocante.
É tão rápido como uma aspirina efervescente, «tshhh tshhh», e passam logo as dores. O efeito é eficaz, só tenho que abrir a porta do comboio e ver um carro vermelho à minha espera. Só tenho que ouvir um piar e um ladrar habitual e esperar pelas 16h40.
Era tudo tão mais fácil se pudesse voltar a casa tão rápido como o «plim» ou o «tshh tshh», como as refeições instantâneas do Pingo Doce ou os medicamentos.

Felicidade instantânea.
Para a semana abro mais um pacotinho.

11 de Novembro de 2009

Deito aqui as palavras que te quero dizer e sigo nesta aventura onde tu és as curvas e os ramos, onde és a estrada e o bosque, onde és quilómetros de alcatrão e ervas que me cobrem até aos ombros e me levas para bem longe daqui.
Dá-me carinho e fica comigo, faz-me estremecer nesse leve toque de folhas de Outono, douradas, secas, prontas para cair. Deixa-me pisá-las, senti-las a desfazerem-se por baixo dos meus pés.
Sentas-te à minha beira e como quem não quer a coisa vais-te embora e deixas-me neste enleio suave de meia estação, meio frio, meio sonho, meio amor.

5 de Novembro de 2009

Voltem para mim.
Amem-me. Cuidem de mim. Façam-me vossa alma e leve, levemente guardem-no convosco.
Isso, levem-me o coração, matem as saudades de uma só rajada.
E, tão de repente como chegaram, vão.
Mas voltem para mim, sempre.

1 de Novembro de 2009

Halloween, qué isso?

Não, não, não!
Digam o que disserem, não volto a ficar sozinha no apartamento na Noite das Bruxas.

Imaginem lá, estarem sozinhas numa casa à qual não estão muito habituadas e faltar a luz. Ah pois, e não terem vizinhos no vosso andar. E as persianas não abrirem porque são eléctricas. E ouvirem Futebol no andar de cima, o que vos leva a pensar que só foi mesmo este andar a ficar às escuras.
Tanto que fiquei amarrada à cama e trancada no quarto, com uma lanterna e liguei logo à mamã, a chorar baba e ranho para falar comigo enquanto saía do quarto a tremer, para ir ver o quadro eléctrico.
Fiquei uma hora e dez minutos às escuras. Nunca tive tão assustada. Qual Filme de Terror, qual quê, tive o que chegasse para uma noite.

Raios partam as Lendas.