30 de junho de 2009

- mentes vazias.

“ (…) e que, na realidade, é o tipo de rapaz que faz um corte na madeira da cama por cada rapariga que consegue conquistar. Ela decide ir, mesmo contra os conselhos das amigas, e apesar de não beber álcool e de ele aceder prontamente em trazer-lhe uma gasosa, começa a sentir-se tonta, e ele oferece-se para a levar para o quarto do hotel para ela poder descansar. E quando dá por ela, estão na cama aos beijos, e a princípio ela gosta, mas começa a ver o quarto todo à roda, e só mais tarde é que lhe ocorre que alguém… talvez ele… lhe tenha posto alguma coisa na bebida e que desde o princípio não tenha tido outra intenção que fazer gravar o nome dela na madeira.”
- Nicholas Sparks
“Juntos ao Luar”

(e tu, em quantos cortes vais ?)
(imagem: José Ferreira - olhares.com)

29 de junho de 2009

voltando ao assunto, infelizmente.

No sábado vi aquele documentário dedicado ao Michael Jackson, na SIC. E juro que me arrependi de o ver.
Quando vi a publicidade, diziam “tributo ao Rei da Pop”. Bem, eles têm uma ideia muito diferente da minha de tributo, pelos vistos!
Passaram uma hora a falar da vida pessoal do cantor. E eu que pensava que um tributo era recordar os melhores momentos da vida de alguém, homenageá-la – coitadinha da Susana, tenho que começar a deixar de ser tão ingénua e a ver que a impressa quer é audiências, não é? A impressa quer é revelar os podres de alguém, quer escândalos.
Desleais. Fingidos. Hipócritas.
Numa hora de documentário, apenas 5 minutos foram dedicados à dança divinal de MJ – quanto a isso não posso negar, fiquei colada ao ecrã. Numa hora de documentário, 55 minutos foram a atacar a estrela, se ele era isto ou aquilo. Ou a mostrar como ele gastava a fortuna dele. Ou a insistir com a paternidade. Ou a massacrá-lo por causa das operações. Ou a fazer tudo e mais alguma coisa.

Foi desumano. E ainda chamaram àquilo “Michael Jackson, o único e inimitável”. Falsos duma figa! Podiam ter chamado “nós queremos é audiências, por isso venham cuscar a vida pessoal de MJ”.

- E termino. Sabendo que o único sitio onde Michael Jackson é único e inimitável é na memória de todos os que o admiravam. E não na SIC.

27 de junho de 2009

Michael Jackson !

Simplesmente estou desiludida com as tantas pessoas que quase parecem felizes com a morte de Michael Jackson. E este mediatismo todo que gira em torno da forma como tudo acabou, se foi overdose, se foi não sei quê e bla bla bla.
O que é que isso interessa? O que é que interessa as inúmeras operações plásticas que fez, o racismo que tinha por ele próprio ou as acusações de pedofilia?

Não interessa nada, que raio! Acima de tudo devíamos respeitar os familiares e fãs que tinha, e não atacá-lo agora, não no fim de morto. Não interessa questionar a moral que tinha ou não.
Claro, mas as pessoas têm que questionar sempre alguma coisa, e já que o talento era inquestionável, põem-se a fazer especulações por tudo e por nada.
Ou então gozam, simplesmente gozam com o facto de termos perdido um talento, um dos melhores artistas que por aí se viram.

Só há pouco comecei a apreciar de verdade a sua música, e arrependo-me de não o ter feito mais cedo. Como artista era um dos melhores, o melhor. E não neguem.
É simplesmente injusto fazer homenagens e reconhecer o valor de alguém depois de morrer, e ainda pior, é de uma extrema hipocrisia desrespeitar o orgulho que tínhamos nele.

Acho nojento, mesquinho, a quantidade de textos que vejo para aí, tanto em blogs como hi5’s, a criticar a vida de Michael Jackson. Ele podia não valer nada como pessoa, mas agora não me venham criticar o talento. Não me venham com histórias que as atitudes dele eram de uma pessoa imoral, porque a sua voz era divina. Ao menos reconheçam o valor que tinha como artista, ao menos não estraguem a memória que eu, e muitos outros, querem ter dele.

Ele pode não ser imortal, mas a sua música, essa é eterna.
Porque ontem era Vida, hoje é (apenas) História.
- Michael Jackson, o inimitável.
(1958-2009)

25 de junho de 2009

pedrinha no sapato ?!

Quero barreiras. Cria-mas: muitas, grandes, altas e resistentes.
Põe obstáculos na minha vida, põe-os no meu caminho, em todo o lado, escondidos, dissimulados, como queiras.
Só te quero mostrar como eles para mim são como uma pedrinha no sapato: incomodam durante algum tempo, até que nos fartamos e tiramos o sapato. Por isso, se te diverte, continua a pôr entraves na minha vida, nada me afecta, já aprendi a ultrapassá-los como quem salta um muro. Mas se tens um pingo de bom senso, uma pontinha de consciência que seja – mas eu já não digo nada –, aprende a viver a tua vida e deixa de tentar estragar a dos outros.
Podes-me encher os sapatos de pedras, mas eu seguirei o meu caminho. Quando pensares que me rendo, eu simplesmente tirarei os sapatos e continuarei o meu caminho, descalça.

- porque eu não vou desistir (de mim)!

23 de junho de 2009

capítulo fechado

Quero partir. Quero rumar à viagem da minha vida, para longe disto. Para bem longe do que um dia fui, para bem longe do que um dia sonhei ser.
Não me mostres o trajecto que eu devo ou não seguir. Só quero andar à deriva, quero sentir-me um barco que se deixa ir na corrente.
Quero ser indiferente a tudo o que se passa à minha volta, quero ser uma mendiga que tudo vê e em nada reflecte, desejo ser uma dessas pessoas que vive a Vida como se não houvesse nada, apenas o tempo que passa, tique-taque tique-taque.
Perder-me, desejo perder-me nas profundezas, na densidade da floresta, na escuridão.

- deixa-me ser assim, por um momento que seja.
deixa-me sentir a dor.

22 de junho de 2009

!?




"Tudo no Mundo está dando respostas, o que demora é o tempo das perguntas."



- José Saramago

21 de junho de 2009

(não foi) apenas um beijo.

O nosso primeiro beijo.
Foi um beijo à chuva. Beijos à chuva há muitos, mas o nosso foi especial. Sobretudo porque nem sequer chovia. Mas eu gosto de pensar que foi um beijo à chuva. Não sei, apetece-me. Tem estado sol, calor e os beijos são todos iguais. O nosso não.
Foi um beijo à chuva num dia de sol. Foi um beijo molhado aquecido pelo doce calor do sol. Foi um beijo intenso suavizado pelos pássaros que chilreavam. Chovia, mas estava sol e o arco-íris rompeu por entre as nuvens dos nossos corações, de tão único que era. Foi um beijo, não.

- foi o nosso beijo. Um beijo à chuva.

19 de junho de 2009

mano!

o meu irmão faz anos hoje.
não interessa nada publicar isto , não vos interessa , mas apesar do puto estúpido de 25 anos que me viu nascer não gostar de mim (pelo menos não o mostra) , eu gosto dele.

e tenho orgulho nele . na pessoa que é . e tenho inveja do sítio onde vive (Porto) -.-
porque apesar das brigas , (eu era o saco de boxe dele *.*) apesar das estaladas e das palavras quentes e deitadas para fora como um tiro que magoa , ele é meu irmão . sangue do meu sangue .

e porque ele já me deu um presente de que gostei muito. deu-me uma vaca de peluche - não sei se ele estaria a chamar-me vaca , mas prefiro pensar que não . eu dei-lhe uns boxeres e não é por isso que lhe estou a dizer que tem cara de cu , pois não ? :x

além disso foi ele que me ensinou a jogar ao berlinde quando ainda era um puto sem mania. e foi ele que escolheu o meu nome , Margarida - que é bem bonito , se o meu pai não tivesse a infeliz ideia de por Susana antes . Susana Margarida , como é que é possivel ? Adiante, ele escolheu o nome de uma flor para mim , por isso acho que ele no fundo (bem no fundo) sente amor por mim. tal como eu sinto.

por isso , parabéns Pedro Manuel . ganha juízo. eu não tenho dinheiro para te oferecer alguma coisa , por isso , fica aqui este post. [onde é que ele foi arranjar tanto estilo ? em mim , claro (h) !]

- o meu irmão nasceu à uma hora e um quarto da manhã .
a minha mãe diz que é uma excelente hora
para um rapaz nascer (não tentem perceber)


(e parabéns a todos os que também fazem anos hoje).

17 de junho de 2009

*

- Gosto de ti.
- Eu também gosto de ti,
és minha amiga.
- Não é isso, eu gosto de ti…
Daquela forma.
- Dá-me a mão.
- Mas sentes o mesmo?
- Isso não interessa,
dá-me a mão.
- Só te dou a mão se
sentires o mesmo que eu.
- Então dá-me a tua mão,
porque eu nunca a largarei.

(Imagem : Bé Duarte [: )

16 de junho de 2009

o título deste post não interessa.

Acho que vou fazer uma festa. Este fim-de-semana houve festa aqui na terriola, e eu nem lá meti os pés por causa do estudo. Está bem que não perdi nada que não devesse perder, mas sei lá, ia pedir o meu desejo ao Santo António, qualquer dia viro-o para a parede, raio do santo que não me dá um homem.
Adiante, acho que vou fazer uma festa.

Não saiu nada que tivesse a ver com a Mensagem, e Lusíadas nem vê-lo. Estou contente, estou extremamente contente, estou feliz, estou extraordinariamente contentamente felizmente. Sim, felizmente, saiu Felizmente há Luar.
Alguém ouviu as preces da Susaninha, mal abri a folhinha do exame li logo principal Sousa em maiúsculas, óh que alegria :D

Alegria que esmoreceu quando virei a página e li Pessoa ortónimo, então quer dizer, andei eu aqui a estudar todos os aspectos que o homenzinho fala e depois pedem-me os nomes de poemas exemplificativos?! --. Quer dizer, a Susana não leu essa parte, ya? Que coisa, o que interessa é o conteúdo, não é o título.
A gramática também não era fácil. Vá, não era difícil. Mas não era fácil. Eu nem sequer sabia o que era a coesão lexical, nunca ouvi tal coisa.

Pronto, tirando isso, a composição (espera, a reflexão) era engraçadinha, liberdade e tal, se bem que não estava muito inspirada e enquanto escrevia estava a pensar no exame de FQ do ano passado. Ah! E andámos o ano todo a fazer os planos das dissertações, chegámos ali, não pedem plano nenhum -.-
Mas tirando isso, muito obrigada ano de eleições pelo exame (:


- Já está, venha o próximo.
(era altura de porem a correcção na net,
não trabalham nada e uma pessoa
ainda tem que estar à espera)

15 de junho de 2009

o que há em mim é sobretudo cansaço

É, é mesmo. É horrível ter estado assim um dia tão lindo, com tanto sol e eu ter estado fechada em casa a estudar para os exames nacionais, com o nariz enfiado entre os livros.
Acreditem que o Álvaro de Campos não devia estar assim tão cansado como diz no poema, cansada estou eu e é de estudá-lo, a ele e aos irmãozinhos dele que Pessoa criou, raios partam o homem que não tinha mais nada que fazer senão inventar amigos imaginários, o que ele precisava era de sanidade mental. Sanidade que também eu estou a perder.

Vá, calma, é já amanhã que trocamos as letras pelos números – entre um e outro, venha o diabo e escolha, santo abrenúncio.

Eu espero sinceramente que não saia “Lusíadas” – a Susana não gosta – e que, POR AMOR DE DEUS não saia nada de Pessoa, muito menos “A Mensagem” – não ia fazer naaaaada bem à média da Susana, acreditem.
Vá, que saia “Felizmente há Luar”, vamos lá admitir que até é uma obra fácil. Ou então “Memorial do Convento”, eu estou cheiinha de vontades para oferecer à Blimunda, tantas vontades que a passarola voava e não mais descia. Acho que acabei de fazer uma anástrofe, “não mais descia”, já ando a inverter “a ordem normal das palavras, não obscurecendo o seu sentido” – devo ter engolido os recursos estilísticos.

Pronto, rezem para que amanhã o Pessoa esteja a inventar amigos novos ou que vá tomar um cafezinho com o D. Sebastião e que o Camões vá ao médico dos olhos, vá lá, é que a Susana precisa de uma boa nota e JÁ ESTÁ DOIDA com isto tudo -.-

Com os melhores cumprimentos, subscrevo-me atentamente.

13 de junho de 2009

- braço de ferro

- Não, não faças isso de novo. Não me tornes tão fraca, eu não sou vulnerável como pensas. Sou forte, e resisto-te.
Não voltes a agarrar a minha mão com essa suavidade, enquanto me olhas nos olhos. Sabes bem que isso me traz recordações, aquelas em que tu entras. Não tentes sequer reavivar a chama, eu já apaguei à muito, pus um balde de água fria em cima dela. E não me digas que por baixo as brasas ainda queimam, porque é mentira!

Ai de ti que voltes a lançar-me aquele sorriso, que eu dizia vir das estrelas, porque sorrires assim já nada me diz. Deixaste de ser o meu Mundo, percebe! Deixa-me de perseguir, pareces a minha sombra até quando não está Sol.
Não voltes a acariciar os meus cabelos, não voltes a tirá-los do meu rosto, enquanto passeias os teus dedos pelo meu pescoço, tu sabes que isso me arrepiava, não é? Pois bem, já não arrepia, o teu toque já não me faz oscilações de calor e frio, já não fico com os sentidos inebriados quando te aproximas e não quero tocar-te, por isso não me olhes assim.
“Mas eu quero, Susana” – temos pena, eu já não quero. Não quero voltar a ser a menina que apenas nos teus braços estava feliz, não quero depender de ti, da tua boca, da tua voz. Não quero ser aquela criatura inútil que tinha medo de tudo se não estivesses ao meu lado. Quero ser eu, quero ser livre, quero voar!
“Sabes bem que não vou desistir” – e eu com isso? Luta, esfola-te, só perdes o teu tempo. Procura alguém que te ame, não procures uma forma de eu te amar. Porque não existe, não há fórmula nenhuma para eu querer o que já tivemos.

- e não voltes a tocar-me assim.
(ainda estou fraca, mas resisto-te)

11 de junho de 2009

* estrelas cadentes

- Dás-me a mão? (ele deu) Às vezes é bom ser inconsciente. Não temos noção do que vai acabar ou continuar e não dói tanto.

- Gosto de olhar para as nuvens. É como diz o poeta: “sente-se o frio de haver luar”.
- Como fazíamos no 10.º ano? (foi há tanto tempo)
(ele abraçou-a e ela chorou. Foram assim todo o caminho)

- No livro que comprei havia uma parte em que a mulher chorava e o homem disse que se a lágrima fosse de alegria se transformaria num diamante, mas se fosse de tristeza ia desfazer-se em cinzas. Ele agarrou a lágrima e transformou-se num diamante. Não sei se as minhas lágrimas seriam diamantes ou cinzas.
- Se calhar não seriam nem uma coisa nem outra. Talvez sejam estrelas cadentes.
- (talvez.)
- Adeus, Susana.

- O abraço desfez-se e a lágrima caiu.
Estrela cadente.

(...)

(ele procurou a mão dela e deram-nas)
-Estrela cadente….
-Nem sei bem porque é que disse isso….
-Sei eu…
(juntaram as outras duas mãos)

-Era bom ficar assim mais um bocado…
-Pode ser que pare mais à frente….
(no princípio ainda se esqueceu mas depois parou, as mãos desenlaçaram-se)
-Até…sexta.
-Adeus.

- Até sempre,
Estrela cadente.
(by: Gonçalo e Susana)

trocada (?)

Tinha o ritmo no meu corpo, dizia-me para não parar, eu queria mais e sentia a música, e enquanto os meus cabelos revolteavam a pista e eu dançava comigo própria tu afastaste-te. Foste dançar a tua própria música, agarraste nessa miúda de tez branca, tão bonita que era. Sim, ao menos escolheste uma que fosse bonita, já que ias apenas aproveitar a noite sem te dares ao trabalho de conhecer a outra beleza dela (sinceramente, acho que a beleza dela era apenas física, mas adiante).
Com esse teu ar sedutor e discreto ao mesmo tempo (que me fascina, que me fascina tanto) aproximaste-te. Ela também era fácil, não se fez de esquisita e aceitou de bom grado a pouca distância a que estavas dela.
Parece que, desta vez, foram os cabelos dela que revoltearam a pista toda, eram os seus cabelos que se viam por todo o lado, pareciam um fantasma, perseguiam-me. Tornavam-me pequenina, eu era minúscula aos meus olhos. Também era só aos meus olhos que ela parecia a maior, já que o resto das pessoas continuava indiferente à situação e continuava a dançar ao ritmo alucinante com que o DJ dava som à sala.


Desviei os olhos desta cena que me estava a por paranóica e fui ao bar. Pedi uma vodka preta, “com muito gelo” e o empregado ainda mandou a boca “estás assim tão quente por estar perto de mim, gata?” – Arghhhh, piropos mais nojentos.
Agarrei no copo e, já sem vontade de me divertir, sentei-me. E vi – vi com os meus olhos que de repente me davam a ver um mundo baço, como se tivesse uma cortina de água à minha frente – os teus lábios a beijar o pescoço dela, as tuas mãos a desviarem-se para a sua cintura e o que mais me doeu foi ver o sorriso feliz dela. Deu-me náuseas, levantei-me e, com as tonturas, o copo caiu. Ninguém pareceu dar conta do vidro a partir-se a espalhar-se pelo chão – somente tu. Sim, tu tiraste os teus olhos dela para olhares os meus, vieste ter comigo, preocupado. ”Estás bem?”, “sim estou”, “de certeza?”, “vai ter com a miúda, eu fico bem”. E foste, nem percebeste que o que me doía não era o corte que o vidro tinha feito na minha mão, mas sim a minha alma, de tão longe que estava da tua. Deste-me um beijo na cara, “sabes que sou teu amigo e me preocupo” (pois sim, amigo. Eu quero mais!).

“eu…”, já ias longe – “eu… amo-te” – não ouviste,

-tinhas os lábios demorados nos dela.

9 de junho de 2009

it's true.



“ De tanta coisa pode depender que uma verdade o seja – a força de convicção de quem afirma, a persistência em impô-la, o lapidado de uma frase. Mas ela em si de que depende? ”


- Vergílio Ferreira

8 de junho de 2009

- fairytale


Deixas-me nua agora.

Trocaste-me por essa vida mundana de prostitutas, chamando-lhes da forma mais correcta.
Vestiste-me de princesa, meu amor, com esse vestido de cetim, tão suave. Esse vestido que não era mais do que o teu amor, era simplesmente o sentimento que nos unia. Vestiste-mo tão delicadamente, como se de uma jóia preciosa se tratasse, até parecia que era importante para ti.

Foste cruel, fizeste-me pensar que podia ficar com esse vestido tão bonito, não quis outra roupa que não esta. Que fiz eu para merecer isto? Tão depressa como me deste o teu amor, também mo tiraste, tiraste o meu vestido de princesa, deixaste-me aqui nua, sem nada que me protegesse.
E eu que deitei todas as outras roupas fora, todos os vestidinhos da amizade, só para ficar com o teu vestido e agora tiras-mo e não tenho nada com que me tapar, o mundo vê-me e eu tenho vergonha.

Vergonha de estar nua? Não, vergonha de ter aceitado assim esse vestido sem duvidar da origem dele. Vergonha de ter acreditado que podia ser uma princesa ao teu lado. Vergonha me mim, vergonha de ti. De nós.

Sei que alguém me trará um cobertor que me proteja, enquanto luto para ter os meus velhos vestidinhos. Os meus vestidinhos rotos, sujos, amarrotados e antigos.
Os vestidinhos que têm todos uma história. Os meus amigos (vestidinhos).

- “I'm in love with a fairytale,
even though it hurts
‘Cause I don't care if I lose my mind
I'm already cursed.”

Ironias.

7 de junho de 2009

- o teu blog é um amor

Regras:
1. Linkar o blog que te passou o selo e publicar o mesmo;
2. Dizer o nome de cinco pessoas muito especiais;
3. Pedir um grande desejo;
4. Passar este selo e desafio a dez blogs que sejam "um amor" e avisá-los.

Oferecido pela Pêjotinha, do Blog "Fragmentos de lucidez ; Fragmentos de sonho" (http://simulacrosdoser.blogspot.com/).

Pessoas especiais são as que deixam uma marca bem profunda em nós, alguém com quem se partilha a alma. e dizer apenas 5 é dificil.
* Constança, Gonçalo, Paulo, Melanie e (...) . Escrevo apenas 4, para que todas as outras pessoas especiais para mim se possam incluir no espacinho em branco (:

Pedir um grande desejo, sei lá, a Vida dá tantas voltas. Só quero estar sempre em condições para lutar pela felicidade, que consiga olhar sempre para as Estrelas e ver a magia que têm e conseguir ajudar quem mais amo a ver também a beleza delas.

Os Blogs a quem passo o desafio são:
Algo que nos faz pensar ; As palavras que sempre te direi... ; Despacha-te Mar! ; devaneios.; Olhar profundo ; SE EU VOASSE ; Coração em demasia. ; untitled ; mundos mundos ; adolescência instável

5 de junho de 2009

- máquina do tempo


Abro a gaveta e espreito.
Como está cheia, está a abarrotar de memórias, momentos, sorrisos. Vejo lágrimas além, pétalas aqui, amor bem guardado no centro, rodeado de todas estas recordações. Vejo 3 anos de Secundário.

Custa sempre mais do que se pensa, afinal não é assim tão fácil. Foram anos, os suficientes para nos tornarmos uma família. Foram vivências, as que bastaram para nos conhecermos como a palma da nossa mão. Talvez melhor ainda.
Chegou ao fim, chegou a altura de usarmos o coração para recordar, de o usarmos para não esquecer também.

Nada se esquece, se for verdadeiro. Nada se perdeu quando passámos aquele portão pela última vez. “É profundo” – é tão profundo que se enraizou nos nossos corações. É profundo, mas basta um toque para recordarmos, basta um abraço, basta a união que tivemos (temos).
Pensei que fosse mais fácil. Pensei “nada vai mudar, eu confio na Amizade que temos”. No entanto, no fim – é sempre no fim –, recordamos tudo e “fogo, nunca mais vamos estar todos juntos numa sala de aula, nunca mais vão existir estes momentos. O 12ºB vai acabar”.

As lágrimas, todas as lágrimas que caíram hoje, vou guardá-las na gaveta.
Vou guardar também os abraços, o almoço de turma, vou guardar os sorrisos, vou guardar as dedicatórias e as brincadeiras.
Vou guardar estes 3 anos, vou guardar o Secundário.
Acima de tudo, vou guardar-vos.

E agora que vos guardei, que estão todos bem seguros, dou-vos a chave da minha gaveta. Para recordar, para viver, para continuar.

talvez seja "o fim do princípio".


-E, sintam:
Estamos todos de mãos dadas a ouvir
hallelujah

1 de junho de 2009

sao ilusões


E grito que te amo.

Grito ao mundo que te amo, que nunca amei assim e que quero continuar a amar-te.
Que quero vida, quero sol, quero a força da música em mim (ti). Quero que a aspereza se torne suave, que o rugoso se torne polido, que o mate se torne brilhante e que os teus lábios se tornem meus.
Quero discutir, só para fazer as pazes a seguir, para sentir o teu abraço e o teu amor a afogar-me de novo. Quero sentir o teu olhar a procurar o meu e a tornar-se doce, quero carícias, quero toques, magia. Quero que o mundo se molde ao ritmo do nosso amor e que as cores se juntem para mostrar a pureza deste sentimento.



- e quero escrever coisas que não sinto. posso?